sexta-feira, 24 de julho de 2009

UM PEQUENO PARALELO ENTRE A CULPA SER DELES OU NOSSA

Estranho será o dia que em um papo de banheiro, uma amiga virar e falar:-Os homens prestam!
Seria um escandalo! Rímeis borrados, cabelos despenteados, bocas abertas.Somente uma mulher com total conhecimento das ações dela teria a audácia de falar isso. Digo isso porque hoje tenho total certeza de que uma grande parte das perpicáci
as dos homens é culpa nossa. Sim, nossa! Não se assuste com a certeza e firmeza com que afirmo isso. Se não fosse o fascínio que eles têm por nós, portadoras da sedução, não existiriam problemas amorosos, lágrimas de amor, traições e desilusões.

Todo 'cafa' já amou. Pergunte a qualquer um que você conhece. Aposto que ele já amou, e sofreu. Sim. Sofreu por não atendermos ao telefone, por sairmos com as amigas, por pedirmos um tempo, por falar que 'o problema não é ele e sim você que está focada no trabalho'. Seja quando ele tinha 7 anos e a 'namorada' dele não quis mais a flor que ele tinha para dar, mas sim a do Jorge seu coleguinha, ou até mesmo quando julgava saber amar. Amou e foi largado pela tal 'liberdade' que nós, mulheres, tanto corremos atrás.

Se os homens não sofressem sequer uma vez de desilusão, talvez nós hoje pudéssemos dormir tranquilas. Mas não. Ao invés disso fazemos eles sofrer, o que posteriormente acontecerá conosco.
Chego a pensar que a culpa não é deles de serem assim, mas logo retomo a sanidade. São assim pelo pensamento mesquinho, se podemos chamar assim, por escolherem enfrentar de tal maneira o fato de ter um coração quebrado. Homens e mulheres passam por diferentes fases depois de uma desilusão. Mulheres choram, esperneiam, ficam sem comer, querem bater na cara 'daquele desgraçado que fez isso comigo'. Depois fazem a caveira do rapaz e quando estão afogando as mágoas, conhecem um novo dono para o seu coração e esquecem daquela dor imensa. Homens não. Eles sofrem. Uma única vez. Depois partem para outra sem nenhum remorso ou apego 'à quem mesmo?'.

Se você tinha esperanças de que encontraria o homem da sua vida, esqueça. Esse mesmo você ou uma de suas amigas quebrou o coração anos atrás, quando ele ainda tinha esperança no amor. Mas não adianta. Morreremos nessa eterna busca de corações remontados. Se você der sorte, vai encontrar um com pedaços quebrados e juntar com o seu, cheio de arranhões.
De qualquer jeito, continuaremos iludindo os homens e eles que nos perdoem, pois apenas agimos de acordo com a nossa natureza.

Loucos são poucos

Eu achava que era um imã de louco, mas não. Eles não são loucos. Louca sou eu de não ter percebido antes. Comigo acontecia em qualquer lugar, a qualquer hora. Eles aparecem do nada, me escolhem sei lá porque, e sempre me deixam com um ponto de interrogação ao irem embora. Eu não sei nem o nome, data de aniversário, cor favorita ou pra que time torcem. Não sei. Só sei que vários passam pela minha vida, por minutos. E fim.
Eu não tô falando de ninguém em especial. São pessoas que, idependentemente da história, me deixam com uma percepção única: o mundo está carente. Carente de abraço, de atenção, de educação, de calor humano, sabe? Não aquele que você acha no ônibus, 18h, na Sé. Mas calor humano de carinho mesmo, esperança, apoio.

E o que mais me dá desespero é que, quando eles me contam suas histórias, eles olham nos meus olhos, esperando que eu saiba a resposta certa. E eu lá sei? Não sei nem o que fazer com as minhas preocupações, que são minhas, imagina com a deles. Mas me desce um espírito de profeta e eu começo a falar de perseverança, esperança, de luz. Falo olhando nos olhos. E no fim, o que eles precisavam mesmo era disso, de um olhar atento, e não de palavras de esperança. Eles só querem o que eu quero: atenção.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

X

Sempre quis saber o que leva uma pessoa a fazer o X e não uma bolinha. Ou até mesmo não fazer nada. O que? Por que? É uma contagem regressiva sem saber, de forma alguma, quando vai ser o zero. É uma loteria do mal. Me parece ser um alívio, um peso a menos. Um dia a menos.

Não entendo. De verdade. Cada dia que passo, eu quero voltar uns 10 no tempo. E tem gente que não vê a hora de chegar sábado, de ter 18, de tirar a carta, de casar, de ter filhos. Calma! Muita calma! Quando você for ver, puf! Já era. Você já tem 18 em cada perna, braço e tronco, seus filhos já se casaram, tiraram a carta e seu neto está na faculdade. Quer perder tudo isso a troco de que? De uns minutos mais rápidos? Semanas que passam voando?


Eu quero é mais aproveitar cada segundo para que, quando eu tiver meus netos, contar sobre o cheiro, a sensação, o momento, a memória.


Eu? Eu não faço X.